Suave luz que se transforma, ao passarem os minutos,
raios de sol diminutos, que pouco a pouco se alteram,
brotando intensamente dâo alegria ao nascer,
á gente, ao mar e á terra, como a esperança de viver.

Tua luz, tua energia, fazem crescer em mim,
uma nostalgia sem fim, da felicidade que eu tinha,
ilusôes da minha infância, lindo olhar de uma criança,
com tua luz despertava, saltava, corria e brincava, até novo amanhecer.

Crescendo livre no campo, sem maldade e sem temores,
correndo alegre, traquino, com sapatinhos de erva
feitos de carinho e flores, por quem muinto me queria,
e que com beijos cobria, minhas feridas, minhas dôres.

Paisagens maravilhosas, meus olhos alegres viam,
as papoilas e os lírios, amoras negras silvestres
qual manjar de Rei seria, mais saboroso que este,
água pura e cristalina, bebia com alegria.

Barquinhos eu engenhava, para depois navegar, nas águas livres dos rios,
pensamentos de heroísmo alma de conquistador,
sonhava com o futuro, ser capitâo, almirante,
ser alguem muinto importante, de quem pudessem falar.

'Morra o Homem fique a fama' meu Avô assim dizia,
qual ilusâo eu sentia, fazer sua ideia minha,
ser digno da sua estima, seu Amor e seu orgulho,
sentindo-me como um herói, aos olhos de quem me via.

E que dizer de meu Pai, Homem de muinta fé,
que com devoçâo pediu, á santa da nossa terra
que um filho varâo nasce-se, saudável e com valor,
com tolerância e Amor, ser um Homem como ele é.

Pai, o sol brilha pra nós dois, parecidos e tâo diferentes,
Homens de Benavente, estrelinha do Ribatejo
nossa província estimada, na distância eu te escrevo,
e digo o que penso e devo, teu filho que está ausente.

Mâe, o menino vive em mim, e as saudades sem fim,
dos meus anos de petiz, quando ao teu colo me sentava
sempre me acariciavas, com teu carinho e Amor,
e pedias com fervor,o que houvesse de melhor pró menino que há em mim.

Menino crescido ao Sol, uma felicidade eminente,
alma pura inocente, minha infância recordada meu mundo feito de luz,
que através do tempo conduz, á nostalgia constante daqueles anos passados
das pessoas que a meu lado, viveram intensamente.

Autor: Ribatejano
Texto na Voz do Ribatejano