Que resta em mim, se não a esperança
Ver-te um dia, através de um refletor
Se tua imagem me provoca a ânsia
De ter-te sempre, meu sublime amor.

Espero dias, e noites em vão
Como se a vida de mim fosse fugir
Não me conformo com a solidão
Ao ver a hora que tu vais partir.

Se tu fosses apenas uma ave
Que vive solta, á cortar os ares
Eu te diria, que cá tens a árvore
Que te espera para tu pousares.

Pousar tranquilo e com segurança
Onde os predadores, não o alcançarão
Mas sei que és um pássaro migrante
Tão logo voltas para o teu sertão.

Ficando cá apenas um pobre ninho
Segue teu rumo em busca de outro amor
Deixas á sorte, a tua doce amante
Que por ti sofre, e não suporta a dor.

Sei que tu és um cavalheiro errante
Sabes bem dar os teus voos rasantes
Em minha alma apenas o semblante
Do que fui, e já não mais eu sou...

Que havia em mim, se não a esperança
Esta se foi, e nada mais restou...


Autora: Pequenina