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Ceia e Noite de Fados

No P.C. C. de Mississauga


Horas em que o Tempo voltou para traz, além de chegarmos mais perto ao dia que eu já não podia fugir dos 70.

No dia cinco ao entrar naquele salão do clube de Mississaga alguma coisa me dizia que em mente, iria voltar á minha juventude.

Ao reparar na redoma do vestido da diva, da que foi rainha do fado da minha juventude.
Alguma coisa sublime parecia ter renascido.

Creio que o cenário iria reviver o coração de alguém, alem do meu, a mesma mente que a outra gente já tinha batido, iria contaminar.

A redoma imponente lá estava, mas desta vês uma guitarra e uma viola que creio tantas vezes tenha acompanhado a diva do fado, ora em lágrimas ora em risos, e tenho sido motivos de bravos ou lagrimas de saudade através do mundo.

Ao entrar no salão, esta pérola Comunitária, orgulho da lealdade e contribuição entre homens, brilhava; deixando adivinhar uma noite onde a mente de minha juventude iria estar ma terra onde nasci.

As velas, testemunho do fado ardiam em cada mesa, foi quando me senti parte Ilhéu da Ilha verde, com o seu belo queijo de entrada e seu molho que faz comer e morrer por mais, não faltando o pãozinho de milho; o amigo do fado é bem Português, e amante do fiel amigo, Sua Ex. O Bacalhau assado, com grelos, ou batata a murro vermelha, este esteve presente em grande quantidade, graças ao benemérito New Port..

Terminando, a ceia de fado, ou jantar; como lhe queiram chamar, pois para mim será sempre ceia; o Sr. Presidente Jack Prazeres veio agradecer e fazer a apresentação, para depois entregar a apresentação da noite de fado ao consagrado apresentador da Aquarela Portuguesa Sr, Jorge Machado, que depois de tecer os elogios a todos que ajudaram a erguer esta maravilha de instalações.

Foi então que anunciou Grabiel Tezes e Januário Araújo, as cordas principiavam falando-nos na Coimbra do Choupal; os painéis eram sugestivos; uma taberna, uma paisagem do Rio D’ouro, com seus barcos rebelas e os casarios de telha vermelha, dando-nos a impressão do nosso velho Porto, para mim o tempo voltou para traz.

Para tornar as saudades mais vivas, Jorge Machado a anunciou Luciána, a voz da diva Comunitária, que iniciou com o saudoso fado da Amália, (Povo que lavas no Rio) os artistas sentiam-se orgulhosos de tanta gente para os aplaudir, que sua vós tornava-se ainda mais firme e melodiosa.

Foi à vez de Mario Jorge voz bem conhecida na nossa Comunidade.
Contribuindo para que à noite de fado fosse bem agradável contando três relíquias.

Humberto Silva outro pequeno, mas grande fadista das nossas comunidades no seu estilo peculiar arrancou muitas palmas da platéia, cerca de meio milhar que estavam presentes.
Foi a vez de Jordelina Benfeito vinda de Montreal Quebeque, linda voz comunitária da Província vizinha, cantou bem, mas passeando pelo palco sem holofote e com o efeito de luzes precário ofuscou um pouco de seu talento.

Por ultimo entrou a fadista de Xale branco, vinda de Portugal, Júlia Philipe que com grande sucesso se vem exibindo em Portugal Insular, aqui foi recebida com muitíssimo agrado, as expectativas foram ultrapassadas.

A primeira Parte desta noite de fados terminou, para dar lugar ao caldo verde da Meia noite, e a maravilha dos sabores em chouriço assado na chama encima da mesa; Produtos Borges são os melhores sabores das nossas mesas, e o Sr. Gomes com sua benemerência torna estas noites de fado ainda mais Portuguesas.

Produtos Borges correm o Canadá de lês a lês, e surpreendem muitos familiares em Portugal...

Se quiser estar ao corrente de todos os eventos ocorridos neste Magnífico C. Português pode acessar a Internet www.pccmississauga.com, e que sejam vossos olhos a confirmarem meus escritos. A esta direção e em nome do jornal Nove Ilhas um muito obrigado por alguns momentos me fazer voltar para traz no tempo.

Por: Armando C. Sousa
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