Era eu pequenino quando meu pai morreu
Logo me diziam que o pai fugiu para o céu
Eu não sabia onde era, e então perguntava
Respondiam-me, é de quem morre morada.

Fiquei sem pai então odiava, morada e céu
Minha mãe chorava quando eu pedia Pão
Irmãos na escola pouco mais velhos que eu
Ela não me dava nada apertava-me ao coração.

O pai deixou de ser pai, vida é de quem ficar
Minha mãe definhava, noite e dia a trabalhar
Seus cabelos embranqueciam, e olhos de chorar
Sentia seu sofrimento para ela nos poder criar.

Com toda esta pobreza cresci, amei e casei
Os filhos foram nossa primeira e grande fortuna
Como pai não queria que falta-se coisa alguma
A pobreza na terra era grande, então imigrei.

Trabalhava duro, a meus filhos nunca faltou pão
Carinhos, brinquedos lições, dois seres os amou
O ser pai traz no seio amor respeito e educação
Sentimento tão grande pelos filhos, é adoração.

Ser pai é dar aos filhos, bicicleta chuteiras e bola
Dar-lhe livros e cadernos, uma palmada na tola
Sentar-se conversando pondo mentiras de lado
Para seguirem verdades em sua vida de casado.

Sou criança, estou crescendo um dia cada ano
Assim meus filhos quer que eu seja ainda menino
Tanto ter feito como pai, seguindo nosso plano
Desenhado por alguém que traçou nosso destino.


Por: Armando C. Sousa