Nas nossas vidas, de cruzar o desconhecido
quantas vezes caminhamos até ao fim do impossível
e desanimados ao ver que não chegamos a lado
algum, o desanimo se apodera de nosso pensar, e assim
Vamos-nos convencendo que chegamos ao limite das nossa
próprias forças e não nos resta nada mais a fazer
Não conseguiremos a avançar mais um milímetro
Nesse momento as lágrimas procuram rebentar
Nós procuramos conte-las, agarra-las ou empurrando-as
para os cantos dos olhos, entrando em nós um grande vazio
Não importa se somos novos ou velhos
mas mais nos parece o fim de tudo até que sentimos
um estremeção que nos sacuda e acorde, e esse vazio esse
desânimo enorme, serve-nos justamente de ponto de partida
Digo eu ponto de partida?
Não! Chegamos sim a estado avançado de depressão
onde nos parece que nem atamos nem desatamos, e temos
de tomar uma decisão em seguir em diferente direcção
Verdade, quando chegamos a esse ponto deprimidos
mas obtemos o sinal do nosso inconsciente de que
alguma coisa deve ser feita, reagimos
Não podemos esperar que outros construam par nós o céu
temos de o fazer pelas nossas próprias mãos, temos sonhos precisamos de encetar e realizar os nossos planos
Nas obras da vida, os arquitectos seremos nós
Nós é que devemos imaginar e planear, com grande
vontade podemos construir sozinhos os nossos sonhos
Somos nós sozinhos que neles vamos morar.
Mas quantas vezes os vamos oferecer a outros
que o caminho torna-se ainda mais acidentado que
aquele que acabamos de traçar
É muito humano sentir-se abatido e frágil
Torna-se por vezes mesmo preciso, para que nos
avive a consciência que não somos deuses
que não somos infalíveis nem superiores
Quantas vezes para aqueles que nos vêem seguir é injusto
a nossa meia volta, para eles que não estão vivendo o nosso
drama e desconhecem que nossas forças chegaram ao limite
É nesse momento que devemos recomeçar!
A cada queda procurar-se levantar,mas fazer certeza
que não se cai para o mesmo lado, porque nessa altura
está cometendo exactamente o mesmo erro
Se chegamos ao fim da estrada procuramos seguir no
carreiro que já alguém o traçou, e devemos insistir
Se nos sentimos feridos devemo-nos curar, se caímos
mais uma vez nos devemos levantar, se te empurram procura
resistir, e olha que há tanta traição neste mundo dos deuses
egoístas, retira-te desta gente lembra-te que são os deuses
que fomentam guerras, e as mais sangrenta todos querem falar
dos seus deuses, mas não querem ouvir dos deuses dos outros
ou mesmo dos que se não acreditam em deuses, apenas estão de acordo com a evolução e da ciência, praticando amor
entre as gentes de todas as raças e cores.
Devemos erguer a cabeça e ser orgulhosos do nosso destino
Se está traçado nos trilhos do direito e da paz, vendo no
horizonte o ponto onde nos propusemos chegar, devemo-nos
arrastar para conquistara meta, depois dela, temos o prémio
As coisas são assim; se paramos e olhamos para baixo
apenas vimos as pontas dos pés, por tal motivo é preciso
olhar para a frente, para o lado para cima e para baixo
mas afrente das pontas dos dedos
Depois fazer alguma coisa com nossa vida. Olhai!
Mesmo plantar ou semear uma arvore já é alguma coisa
mas com o que nos sobra e com o que temos à mão semear
amor e aliviar a miséria dos outros é muito mais
Devemos procurar sempre ajudar os fracassos dos outros com
nossa vitorias, pois com nossos fracassos não o podemos fazer
Quem passa a segunda vez pelo mesmo caminho, deve conhecer
bem as armadilhas e desviar-se delas para seguir; nunca
te esqueças que o teu esforço é o teu melhor ajudante
Para seguires, dá o primeiro passo, deitas o outro pé a
seguir depois caminhas ao encontro da felicidade
Porque ela não está a teu lado...
Ande, descubra-a e tenha um dia maravilhoso!

Por Armando C. Sousa