Muito chovia, o homem velho tremia
Ali vai um filho da liberdade
Quando ninguém tem piedade
Apenas palavras vãs, democracia
Democracia grita e vira a cara á pobreza
Que nem migalhas, tem na mesa
Porque mesa não havia
Liberdade não existe nem de chorar
Nem dizer a verdade com razão
Viram-te as costas se disseres que não tens pão
Não tens trabalho, não tens dinheiro
Para não teres frio, desejarias um palheiro
Sim, existe liberdade!
Onde não há sociedade
Nos bosques que não há claridade
Há liberdade no sonhar, se o sonho não divulgar
Liberdade, nem dos passarinhos no ar
Mau íntimo, e existe espingardas para os matar
Liberdade apenas da água correr para o mar
Água espera as barragens ultrapassar
Liberdade tem a morte de escolher
O próximo que vai morrer
De resto, liberdade é palavra gira
Mas é pura mentira.

Por Armando C. Sousa