Leito de espinhos e sonhos daninhos
Mente sozinha, com o medo definha
Da vida tristonha que a vai devorando
Seria feliz se acreditasse, não advinha.

Quisera eu um dia arrancar os espinhos
Tentei secar acalmar, curar tuas feridas
Experimentei dar-te coragem e carinho
Alegrar sim, a minha e vossas vidas.

O medo imperava, mente sem confiança
Ficou em mim a esperança dessa intenção
Agarrei-me à mais pequena fé da dança
Arrancar os espinhos do dorido coração.

A distancia torna-se no maior inimigo
De ver duas almas desventuradas sorrir
Arrancar-te da loucura desse feio abismo
Levar-te para a felicidade sem nele cair.

Sei que o vazio enlouquece, é dura a dor
Noites são longas, de imagens diabólicas
Falta a teu lado um meigo e grande amor
Que amacie com beijos tuas dores cólicas.

Vem passear e repousar tua mente amorosa
Ver o mundo como sorri, sorrirás também
Deixa ficar os espinhos, jardim sem rosa
Vem ao encontro d'um guardião, vem, vem!

Vem repousar, vem saber o que é amor
Vem ver talvez teu jardim nascer crescer
Verás que com beijos irás regar bela flor
Talvez fins de teus choros início de viver!


Por: Armando C. Sousa