Pê! Luto em constante... cociente... onisciente
Ovalando o redondo... e inútil... pensamento infiel
Outrora... esquadrinhando e remoendo transparente
Palavras que sofres... Borrifadas por homem cruel.

Ouvi teus gemidos... balbucios... queixas sombrias
Ao longe se armando de palavras para ti inexpressíveis
Ante a surdez... desatinada... como louca sorrias
Na angústia oprimente... pensamentos estúpidos visíveis.

Escuta... veja em relâmpago... esta cegueira... encoberta
O abismo... profundo... inesperado a teus pés chegando
Adornas de mantilhas... perfumes... e vejas se despertas
Deste sonho horrendo ou pesadelo... venho te despertando.

Mulher! És linda em flor da vida... no enfeite dos anos
Tão bela idade... e tu sem ver ou sentir... acalentando
Como doces palavras... armadilhas... pureza... ou profano
Esta de tua parte... e a outra do 'fulano'... esbofeteando.

Tua face... com carinhos divididos... com a mulher na cama
Pê... este alguém... escrevendo... talvez na embriaguês adversa
Possa na mudez sem palavras... não divididas... dizer que te ama
Palavras, palavras... que te mataram... como são perversas!

 


Autor: Sincero... o Único