Minh’alma está cheia de tristeza.
Ouço vozes em estranhas ladainhas...
Vejo espectros de mãos finas, esguias,
E o teu rosto de inefável beleza...

A chuva, lá fora caindo, ora,
Pelos momentos de longas agonias...
As gotas, transparentes e frias,
São o meu bálsamo nesta hora...

Oh, Natureza, como estou triste!
Tenho o coração afogado em saudades,
Não me perguntes: por quê?
E nem queiras saber de quê...

Só sei que é uma coisa interior,
Que me sobe com intenso calor,
Quero gritar ao mundo minha amargura,
Dizer que a tua ausência me tortura...

Autora: Maria Hilda de J. Alão