Solitário barco sem contra-mestre... de cais em cais
Volteio o mundo... em poucos segundos... tua imagem
Surge nos cantos ou num dos bancos.. assentada vais
Na imaginação... mas no real em vão... somente miragem.

Navego contente... sozinho sem gente... sei o caminho
Do céu me revela... olhando as estrelas... ou um dos astros
Canoas ou jangadas... as lanchas e golfinhos
Examino os porões... o leme e os mastros.

Meu barco amigo... de ti não duvido... não vais me deixar
Como aquela querida... que deixou minha vida no mar afogando
Com sentimentos... tristonhos... ela deixou de me amar..
Seguiu seu caminho chorando e lembrando... e talvez me amando.

Ao deitar recorda... com copo nas bordas transborda o licor
Ou o vinho da amargura... vê a figura ...do amado querido
Fantasia na mente... como demente... as cenas de amor
Enriquece a lembrança... doce aliança... do amor vivido.

Dobra os joelhos... amolece os artelhos... na prece infinita
Recomenda o amado... no peito guardado... deita na cama
Sonha acordada... como tocada por uma mão bendita
Seus olhos se fecham... dorme tranqüila com o homem que ama.


Autor: Sincero... o Único