A escrivaninha é solitária...
Bolotas de papel em solidão.
Restos de um poema abandonado
Escorrem os seus versos pelo chão.

Uma caneta tremula com o vento.
Sonhos se espalham pelo ar.
A rima de um soneto, em silêncio
Aguarda novo tempo prá falar...

Flores espreitam da janela.
Lembram o versejar de uma canção.
O lirismo do verso do poeta
Murmura o seu canto em refrão.

O canto se eterniza
O sonho se ascendeu.
O poema é imortal...
O poeta é que morreu.



Autor: Guido Piva