Como posso dizerte que nada sei ?
Que não senti saudade de quem aceitei
Se dentre tudo nesta vida eu só procurei
Conservar comigo a mulher que tanto amei.

Sim! Falo de amor, esperança e muitos desejos
Recebi chamego, entreguei paixão em lampejos
Se te provoco nesta hora, Oh! Minha doce amada
É porque meu ser realiza-se ao ver-te apaixonada.

Diz-me tu, mulher da minha vida, desabafas entoando...
Em Versos & Prosas, esgotarem-se tuas forças, recitando
E nada notas em mim! Sentiste tu, o quanto estou Amando ?
Na mesma forma é que posso responder-te, Amo-te, Cantando.

Desejo, como o Fênix, em ti surgir, das brasas desse Vulcão
Revirando as cinzas que existem em ti, Oh! minha Idolatrada
Demonstrar-te em poucos dos meus atos, minha imensa gratidão
Tornar em incêndio nossos Desejos, sem jamais ver-te Fatigada.

Se em meu silêncio, tocar-te, beijar-te, acariciar-te, enfim
Atônita e ainda muda receberás, dos meus recados, só essência
Sentindo-te Fêmea no Cio, arrabatada, sejas tu como és, assim
Acompanha-me ao Paraiso, Amor, e jamais sentirás minha Ausência.



Autor: Heraldo Lage